Já passou algum tempo desde que os Sigur Rós atuaram no Campo Pequeno, em Lisboa. Passaram quase três meses. No entanto, ainda tenho bem gravado na minha memória o concerto.
"No passado dia 14 de Fevereiro, assisti ao concerto dos Sigur Rós, em Lisboa, no Campo Pequeno.
Esta banda é, de certo, uma das que mais consegue fluir emoções pessoais das mais varias formas, no que me diz respeito.
É engraçado como uma linguagem que nos é completamente desconhecida e toda a unificação dos instrumentos permite, no entanto, transmitir em nós algo que é tão cheio e enriquecedor à alma!"
Concordo com todas estas palavras, ditas pela outra coordenadora do blog, e acrescento ainda algumas.
Nota:
Para quem ainda não conhece, os Sigur Rós são uma banda islandesa formada em 1994, cujo som característico é composto por um conjunto de géneros musicais, que, juntos, transformam a música criada por eles numa melodia que, apesar de não percebermos a letra, parece revelar e transmitir um conjunto de mensagens.
Uma das características principais das suas músicas é o facto de, muitas delas, serem cantadas a partir de uma língua, Hopelandic, criada pela própria banda, que nos faz, assim, interpretar a letra à nossa maneira, ao não sabermos o que estão a dizer.
Na minha opinião, mesmo que todas as músicas fossem cantadas em Islandês e pudessem ser alvo de tradução, continuaria a achar o seu som simplesmente magnífico e brilhante. O concerto a que assisti, apesar de antes já os conhecer e ter uma ideia da grandiosidade que eles revelavam, fez com que passasse a olhá-los e a ouvi-los de uma outra maneira, quase celestial. Porque é essa a minha definição daquilo que o concerto se revelou, sendo o que guardarei para sempre na minha memória, por mais concertos a que assista...

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