quinta-feira, 12 de abril de 2018

Verdadeira Natureza Humana?

É engraçado que no meu último post estava a falar sobre termos diferentes realidades, mas vou contradizer-me nesta publicação.

Há uns anos atrás, publicava sobre a situação da Síria. Ainda continua, uma luta que dura tantos anos e as imagens que vamos vendo só podíamos imaginá-las nos nossos pesadelos.

Entendo que o Homem, como todos os animais, t
êm instintos primitivos que apelam à luta e conquista, por uma questão de sobrevivência. Mas nós somos a pior espécie, porque fazêmo-lo pelo simples gosto macabro de matar.

Eu sei que não é possível mudar mentalidades, apenas através do diálogo se pode encontrar meio termo. Mas espanta-me que, maior parte das pessoas com quem falo sobre este assunto polémico, sendo potencialmente um início de uma 3ra Guerra Mundial, respondem: "Finalmente, uma medida para diminuir a população mundial."


Qu
ão distanciado emocionalmente se pode estar quando se afirma uma frase destas? Na minha reação explosiva, respondo "Se te preocupas tanto com este problema da população mundial, porque é que não te ofereces como voluntário?" E recebo respostas do género: "Porque quero sobreviver" ou "Porque ninguém quer ser voluntário para resolver problemas que nos afectam a todos, portanto alguém tem que tomar o primeiro passo."

Aparentemente, todas as histórias que nos levaram até hoje, todas as pessoas que lutaram pelos direitos que hoje temos usufruto, todas as pessoas perseguidas e executadas porque acreditavam na nossa liberdade, todos os nossos antepassados que morreram em prol de uma guerra que ninguém ganhou... É assim que a humanidade agradece este esfor
ço?


Pessoal, criem diálogos de coração a coração. Sejam assuntos polémicos ou não, apelem, sempre, ao vosso lado humano. Partilhem o vosso input, estou aberta a (tentar!) perceber outras perspetivas!


Deixo-vos com um vídeo que achei oportuno para este assunto, onde a jornalista cria uma ponte com um neo-nazi...

terça-feira, 10 de abril de 2018

Vida no Trabalho & Trabalho na Vida

 Vida no Trabalho & Trabalho na Vida


    Actualmente vivo no estrangeiro há mais de dois anos, tendo arranjado trabalho há relativamente pouco tempo. Recentemente, durante a minha luta de arranjar o próximo emprego - aproximadamente meio ano - viajando pelo país (quase) todo, sem base, uma pessoa reflete sobre as mais variadas questões.

    Sentimentos de (1.) gratidão, de (2.) impotência, de (3.) felicidade e de (4.) saudade apoderam-se brutalmente, por vezes sozinhos ou esporadicamente acompanhados num perfeito brainstorm, construindo e desconstruindo certos pedaços que só a nós nos fazem sentido.

1. Gratidão. Quem é mais corajosa: A pessoa que fica num ambiente de trabalho degradante e que luta todos os dias para ter "pão na mesa", ou a pessoa que decide não ficar nestes locais e procurar por algo melhor?

    Do meu ponto de vista, tanto uma como a outra praticam actos de coragem.
   A minha gratidão deve-se ao facto de saber que familiares e amigos trabalham em ambientes que não são saudáveis, ou que não estão em empregos que gostam e, mesmo assim, continuam porque é impossível governar-se sem dinheiro e voltar as costas às responsabilidades. Pessoalmente, o desafio é sempre maior quando uma pessoa decide trabalhar no sítio onde se encontra.

    Sempre admirei, de igual maneira, pessoas que viajam e que se desafiam pela instabilidade inerente à vida. Agora, sinto que para manter alguma sanidade mental, a sociedade está sistematizada para operar de tal modo que o indivíduo sinta que tem completo controlo da sua vida... Mas, muito sinceramente, a vida é demasiado imprevisível e dinâmica para tentar dominá-la, o que me leva ao próximo ponto;

      2. Impotência. Quando se acha que se fez tudo o que era possível, haverá outra alternativa? 
       Sim, há sempre alternativa, tudo depende do quão longe uma pessoa pretende ir.
        
   No momento, quando a escuridão decide dominar a mente, bloqueia a clareza daquilo que é a realidade. Aprendi que a realidade é aquilo que a realidade é, e nada mais.
    A minha é diferente da tua.
    Se se está numa dada situacão, é porque as acções tomadas assim proporcionaram para esse culminar de acontecimentos.
   No que diz respeito ao trabalho, continuo a ser defensora de que, para que uma companhia / negócio tenha produtividade e sucesso, é imperativo que os empregados estejam felizes no seu ambiente de trabalho.

   Afinal de contas, no decorrer das nossas vidas, o que tem mais valor são as relações que enlaçamos.

    A nível pessoal, eu sempre tentei (e tento) ter uma postura neutra no trabalho, por uma questão muito simples: quando se chega a uma base que já possui uma certa bagagem, noto que há sempre histórias dispares.
    A vida em si já tem tanto drama, porquê criar mais drama no trabalho?!
    Eventualmente, quando te vês envolvida num cenário triste de trabalho, poucas cartas tens para lidar com os vários truque de magia. Ou deslumbras, desiludes ou evaporas.

    Sempre fui apologista de abordar a pessoa com quem estaria a ter conflito, comigo ou com outrém, e tentar resolver as coisas da forma mais humana que existe: através do diálogo. Resultou? Às vezes. Nem sempre. A única coisa que podes mudar és tu mesma, se a outra pessoa nao está predisposta, ou encontram meio caminho ou simplesmente tomam caminhos distantes. (Como tudo na vida!)

    A razão pela qual saí dos meus 3 últimos trabalhos teve que ver com auto-respeito. No final, todos os meus patrões reconheceram que eu sempre desempenhei as minhas funcões, propondo alternativas para que pudesse continuar a trabalhar. Mas, infelizmente, depois de lidar com bullying verbal, racismo, desrespeito e pessoas com complexo de superioridade,  mesmo tentando assentar as várias situações por via do diálogo, nunca teve efeito. Por isso decidi seguir um caminho diferente, pela minha sanidade mental e para valorizar a minha vida.

    3. Felicidade. Não acredito que se consiga estar 24h por dia feliz, mas quando tomas consciência de que a tua felicidade não tem que depender de outras pessoas, a revelação é muito libertadora.*

    Apesar de ter andado à procura de trabalho durante meio ano, o tempo de reflexão, e adicionando pessoas que conheci em diferentes pontos do país, foram mais uma fonte para o meu crescimento.
    Pessoas que enfrentam problemas com o mercado de trabalho, pessoas que saíram de relações matrimoniais violentas e pessoas que lutam para manter relações íntimas de 30 anos que não são aceites num pais, problema derivado das aplicações dos vistos.
   Todos nós temos uma luta a travar, uma insaciável busca de objectivos que nos aproximam deste nosso estado de felicidade...
Juntos, avançamos!

     4. Saudade. Aquela expressão que nos domina, sem avisar. Deixa-nos lágrimas de felicidade ou de uma escura nostalgia. Mas que bem nos faz à alma! Com a saudade do que a vida costumava ser, sem responsabilidades, com a cândida noção de sermos imortais... E agora, que a vida passa como areia entre os dedos das minhas mãos, vou tomando iniciativa para não parar...! "Caminhar para ir crescendo" (anónimo, in Lisboa).

   Concluindo, qualquer adversidade pode ser ultrapassada e ninguém melhor do que tu para saber qual o próximo passo a tomar. 
Como o grande Fernando Pessoa disse "Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo!"

*(Recordo de uma aula de Psicologia que tive na universidade, o meu docente disse-nos "Quando eu compreendo, eu liberto-me." A frase ficou gravada e nao hesitei em escreve-la. Hoje vou descobrindo os seus significados aos poucos.)



sexta-feira, 18 de setembro de 2015

In a Nutshell. "We are writing history, right here, right now. How do you want to be remembered?"

O tempo não pára. A vida não pára.

Ainda dentro do contexto do último post, colocamos aqui um vídeo muito esclarecedor, que a [I] encontrou, sobre a questão da Síria e que apela a este humanismo pelo qual - penso que posso falar pelas duas bloggers - nós queremos tanto que se enraíze no fundo do que é, realmente, ser!




terça-feira, 15 de setembro de 2015

Humanity, where are you? Humanidade, onde estás tu?


It is so easy for you to talk since you're not living the situation.For certain I'm not living the situation as well, but often do I put myself in other people's situations.
Back in 2013, I got the opportunity to visit Auschwitz's concentration camp and, as you can imagine, it would be filled of people,
throught the world,
with a very heavy environment since we realize how real all this massive killing was,
regarding the racism ideals.
What is actually important?
Think that to yourself.

I don't want to talk about numbers, as we are talking about human beings here.
And every single life of this people in despair are important.
Yes, there's the possability of having people from ISIS integrating in these refugees' scenario.
But instead of thinking directly "Just close the borders and let them die and solve their problems",
think about this situation:
It's your partner, your child, your mother, your father crying and trying to escape a scenario where only war and despair remains where they live.
They leave everything behind, they lost family members already, they don't have any resources whatsoever to fight back.
[Knowing that are so many poor people that they don't even get the chance of paying their passage to come here]
They only have the money to just escape this and, in this travel they do to escape,
they also know there's a big possibility of dying.
It takes great courage for an actual refugee to do this.
If this was one important person to you, considering there would be people with other evil and selfish interets in the boat, would you actually leave this person to die?
Seriously?
How cold can you be?
It is a human right to have peace.
War is wrong.
Obviously a big control has to be held in the borders, but that does not justify to close doors for those in need.
Another thing. Why don't do they get to the closest and richest countries? In so much of what I'm reading, some people did go there, but to get in those Golf countries is way more difficult, and these countries are being very ceptical when it comes to accept these people,
since they think they will all be from ISIS and for the fact that their human values are not as free as the european ones.
If you were in this situation, woulnd't you choose exacly the same?
Wouldn't you choose a land that people tell you that has freedom values? Democratic ones?
The fact that you talk about your countries' problems and how your governments (which includes you in the system) have to work on, I'll tell you:
  • How many manifestations have you been to to show your dislikings of your own goverment system?
  • What have you been doing, personally, to help those in need, in "your own" country?
It is better to help, at least, someone in need, than to complain about it and actually, do nothing.
  • Talking about emmigrants, do you have people in your family that are not living in "your" country?
  • Do you have friends, from other countries, living in "your" country?
Tell me, how many foreigns don't pay their taxes like you do, and since you love to talk about numbers, let's compare how many people, in the total of its "race", don't pay their own taxes in a single country. Don't tell me you would be shocked to know that there is evil inside the people of your own colour.
My beloved ones, it is not about a cultural and race thing.
It's about an individual's personality.
There will always be a neighbour, even in your color, that you won't be so glad to be around with.


Do not close the door to someone that suffered so much to get peace.
Do not include the children in this evil thought, as they have nothing to do with these conspiracies, being true or not.

Solution is to solve the problems in these countries in war, which is not only Syria, as you already know,
but meanwhile these people deserve a place to survive, as they don't have any resources.
All of this geographic separation it is just a burocratical social construction.
When it comes to humanity, there are no borders.
There should be no borders.


Don't forget that in our history, we didn't own anything, any land.
Our ancestors came from different places. From other parts of the world.
And everyone deserves peace, everyone deserves to be happy.
One thing is you moving out of a country because you want better quality of life.
Another is people that just want one shot to live.

Humanity, where are you?
Nota: Texto escrito e divulgado em outros sites.
A razão pela qual o escrevi em inglês deve-se ao facto de que esta língua é aquela que, praticamente, toda a gente conhece.
Todos nós temos opinião e aqui divulgo a minha, no blog que partilho em conjunto com a Inês - Stuff and Thoughts.

Que a nossa história não seja esquecida, pois temos passados recentes - 2ª Guerra Mundial, A queda do muro de Berlim em 1989(!) são exemplos - que nos deviam recorrer à nossa humanidade.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Still Alice

A menos de um mês da cerimónia de entrega dos Óscares, já se conhecem os nomeados. Boyhood, The imitation game, The theory of everything, American Sniper, Foxcatcher e Whiplash são alguns dos filmes cujo visionamento é obrigatório. 

Tendo visto grande parte dos nomeados e conhecendo os argumentos da parte que ainda não vi, atrevo-me a dizer que a maioria dos filmes é do género drama e, para além disso,  adaptada de livros ou baseada em histórias verídicas.

Não tendo ainda tempo para escrever sobre os restantes nomeados, assim que saí do efeito transe por que passei após ter visto o Still Alice senti que tinha de criticar este filme e refletir sobre a temática do mesmo, aproveitando o facto de a memória da sua visualização ainda estar fresca.

Antes de mais, para quem nunca ouviu falar sobre este filme, aqui fica o trailer que, por si mesmo, já dá a entender a carga emocional ligada a esta história. Acrescento, também, uma das músicas que fazem parte da banda sonora.




Agora que as apresentações já foram feitas, passemos, então, à crítica.

Numa primeira leitura da sinopse e visualização do trailer, pode-se pensar que este filme trata, apenas, do tema Alzheimer. No entanto, enquanto se vê o filme, cedo se percebe que este aborda muito mais assuntos, tais como a importância da vida e a sua efemeridade, a família, o amor e, sobretudo, a noção de tempo, de identidade e de personalidade. À medida que somos embrenhados na teia que a personagem principal, Alice, tece sem o querer, um sentimento angustiante de impotência aparece, na medida em que sabemos qual o modo como, inevitavelmente, a história vai decorrer. Por outro lado, a luta por parte de Alice pela ligação consigo mesma e pelas suas memórias acaba por se tornar fascinante e comovente, nascendo, assim, um sentimento ambíguo de fascínio- angústia. 

Tudo isto não seria possível se  Julianne Moore (Alice) não tivesse interpretado a personagem de modo a esta parecer o mais real possível pois, caso não o conseguisse, na minha opinião, este filme teria sido um total fracasso, não havendo salvação para o argumento nem para a realização. Esta última não deve ser esquecida, sendo que os realizadores tentaram, com sucesso, fazer com que fosse possível o espetador se ligar a todas as  personagens, percebendo cada uma das suas aflições, visto que, mesmo através dos planos que nos são dados, vamos visionando o filme sob várias perspetivas.

Still Alice é um daqueles filmes que todas as pessoas deveriam ver, tanto pela interpretação de Moore, como por ser uma fonte proporcionadora de momentos reflexivos, inspiradores e de conhecimento sobre uma doença que, infelizmente, faz parte da realidade de muitas famílias. 

domingo, 30 de novembro de 2014

Interstellar

Já lá vão muitos meses desde que o último post foi publicado...

No entanto, a época oscareniana aproxima-se e, com ela, os bons filmes aparecem de rajada. Assim, não podia deixar de partilhar tudo o que tenho visto/ouvido/lido sobre um filme pioneiro...
O Interstellar.
 Não sei o que me entusiasma mais: saber que o sci-fi de qualidade, no cinema, regressou e veio para ficar ou ter a noção de que finalmente um filme abordou a maioria dos temas de astronomia nos quais penso há algum tempo e aos quais a maioria das pessoas fechava os olhos... até agora.

Buracos negros, buracos de verme, relação tempo-espaço, 4D, 5D, gravidade, infinito, viagens interstelares, problemas ambientais. Tudo isto (e ainda mais) juntamente com o retrato de uma família e da população que é obrigada a confrontar-se com o colapso ambiental criado pelas gerações anteriores. 

Resumindo: a nível de temas abordados, na minha opinião, o argumento não poderia ser mais completo. Atrás destes, estiveram sempre presentes as emoções e sentimentos das várias personagens, o que acabou por fazer com que fosse possível qualquer pessoa identificar-se com as mesmas e, assim, teletransportar-se para o futuro, mais especificamente, para a data na qual se passa a história. 

Para quem gostou da banda sonora de Hans zimmer:



Para quem duvida da ciência por trás do filme, deixo aqui um vídeo em que Kip Thorne fala sobre as teorias abordadas em Interstellar:



segunda-feira, 3 de março de 2014

And the oscar goes to... ( palpites da Inês )

E porque hoje é noite de óscares,  todas as pessoas que se interessam minimamente por esta cerimónia dão os seus palpites. Assim, tendo em conta que vi quase todos os filmes indicados (faltam-me apenas 3), não podia deixar de partilhar algumas das minhas preferências, bem como opiniões, relativas aos nomeados, em algumas das categorias principais.

Melhor filme: O meu palpite, nesta categoria, está bastante dividido. Isto porque considero este (2013) como sendo um dos anos em que mais  filmes e atuações de excelência competiram em conjunto (tendo em conta apenas um passado recente). Com bastante dificuldade em decidir, fico-me pelo 12 anos escravo, que, não sendo o meu filme preferido, é um dos que faz parte dessa minha lista.

Melhor realizador: Nesta categoria, a mais acarinhada por mim, destaco o trabalho de Alfonso Cuarón, com Gravity. Com esta minha escolha, fico indecisa, pensando em David O. Russel, no seu filme American Hustle e no possível exagero ou pobreza que poderia ter ocorrido. Para além disso, penso também em The wolf of wall street, não me conseguindo pronunciar muito, pois este filme é adaptado de um livro, que nunca li, não sabendo, por isso, se lhe foi fiel ou não. Apesar disto, qualquer pessoa consegue notar a qualidade do filme.
Voltando ao início, considero Gravity como sendo um filme arriscado, que poderia ter corrido muito, muito mal, ou muito, muito bem. Por todos os esforços que o realizador fez, bem como pelo excelente resultado que com eles obteve, espero que a academia atribua o óscar a Cuarón, símbolo de persistência e de sonhos.

Melhor ator: Aqui, o meu palpite diverge, relativamente à minha preferência. Esta última é Leonardo DiCaprio, não só pelo desempenho neste filme, bem como por todos os que ele teve ao longo da sua carreira, começando por What's Eating Gilbert Grape, em que desempenhou o papel de um adolescente autista, passando por Titanic (está claro), The Man in the Iron Mask, Catch Me If You Can, Shutter Island, Inception, e acabando em Django Unchained e the wolf of wall street. O provável vencedor será Mathew McConaughey

Melhor atriz: Cate Blanchett, é só o que eu tenho a dizer.
Já agora, para Lupita Nyong'o o prémio de melhor atriz secundária e para Jared Leto o de melhor ator secundário (apesar de estar bastante indecisa entre ele e o Michael Fassbender).



A amostra dos meus palpites acaba com a referência a Her, um dos meus filmes preferidos deste ano, sobre o qual escreverei brevemente aqui no blog, por ser um filme com um argumento completamente original, que tinha tudo para dar errado e, mesmo assim, deu certo, demasiado certo ao ponto de agregar inúmeros géneros cinematográficos e conseguir fazer com que cresçam no espetador várias emoções que se condensam num sentimento ambíguo: uma felicidade extrema por alguém ter feito um filme daqueles, mas, por outro lado, uma tristeza proveniente do drama que afeta cada uma das personagens e a sua própria vida, que quase parece ser capaz de atingir a nossa, no futuro.