E chegou ao fim uma jornada de concertos, recheada de algumas das bandas que mais queríamos ver.
Escrevendo agora de acordo com a minha opinião e gosto pessoal (Inês), os Bon Jovi e os Kings of Leon eram as bandas por que ansiava ver há mais tempo. Cinco anos, foi o que esperei até conseguir, finalmente, estar perto deles, tendo conseguido cumprir estes dois sonhos meus num só verão, de um só ano.
Começando pelo concerto dos Bon Jovi, este realizou-se no Parque da Bela Vista, no mesmo local onde, de dois em dois anos, decorre o Rock in Rio Lisboa.
As portas abriram por volta das 16h e, depois de ter estado algum tempo na fila, quem chegou mais ou menos a essa hora conseguiu ficar nas filas da frente, se decidiu marcar lugar até às 20h.
O tão aclamado concerto aconteceu após um outro, de uma banda que começa a dar os primeiros passos e que se começa a tornar conhecida, a Brass Wires Orchestra. Apesar de esta ter estado à altura do enorme desafio que é entreter cerca de 60 mil pessoas ansiosas por uma única banda, o público não reagiu muito, estando apenas focado na contagem decrescente que era feita por todos.
Os Bon Jovi chegaram ao palco precisamente à hora prevista, sem atrasos, sendo que o tempo que faltava para eles chegarem ia sendo mostrado nos visores laterais, acabando por provocar uma sensação mista de segurança e ansiedade.
O David Bryan é o primeiro a ser visto pelas pessoas mais atentas, a olhar para o mar humano que se encontrava à frente do palco, e poucos minutos depois entra a banda, ao som de That's What the Water Made Me, uma música do álbum novo, trazendo finalmente a felicidade que todos haviam procurado durante as últimas horas.
Sendo impossível descrever duas horas inteirinhas em algumas linhas, é igualmente impossível resumi-las, por isso, vou apenas dar a minha opinião:
Algumas pessoas dizem que foi curto e que devia ter chegado às 3 horas, tal como em alguns outros concertos dados pela banda noutros locais por onde esta passou na sua tour. Outras dizem que foi péssimo pois não havia o carro Sofia, que costuma haver nos outros países, e porque não tocaram a Always.Tendo uma opinião formada sobre tudo isto, é nisto que me vou focar.
Três horas de concerto não são a regra, são a exceção, e de certeza que eles as dariam se não tivessem de se ir embora ainda antes da meia noite para atuarem em Espanha ( havia greve geral no dia seguinte em Portugal). Não havia o Sofia por motivos relacionados com o espaço do palco e não tocaram a Always porque... bem, não sei porquê. Mas, a verdade é que não se pode generalizar, quando se diz que todos queriam ter ouvido essa música está-se a cometer um enorme erro, isto porque, apesar de ser uma das músicas mais conhecidas deles, não tem de ser a preferida de todas as pessoas, a minha não é. Preferi que não tocassem essa e que tivessem tido tempo para tocar outras de que gosto, mesmo apesar de não serem tão conhecidas quanto a primeira.
Emocionante, especial e arrepiante, são estas as palavras que uso para descrever este concerto, o concerto que andei há espera de ver desde há cinco anos atrás. Ainda não consegui perceber se esta escolha tem a ver com esta espera ou com o concerto em si. No entanto, uma coisa é certa, mesmo podendo não ser o melhor concerto a que assisti, será sempre aquele por que mais ansiei, tendo-se transformado na concretização de um sonho,do qual nunca me irei esquecer.