segunda-feira, 3 de março de 2014

And the oscar goes to... ( palpites da Inês )

E porque hoje é noite de óscares,  todas as pessoas que se interessam minimamente por esta cerimónia dão os seus palpites. Assim, tendo em conta que vi quase todos os filmes indicados (faltam-me apenas 3), não podia deixar de partilhar algumas das minhas preferências, bem como opiniões, relativas aos nomeados, em algumas das categorias principais.

Melhor filme: O meu palpite, nesta categoria, está bastante dividido. Isto porque considero este (2013) como sendo um dos anos em que mais  filmes e atuações de excelência competiram em conjunto (tendo em conta apenas um passado recente). Com bastante dificuldade em decidir, fico-me pelo 12 anos escravo, que, não sendo o meu filme preferido, é um dos que faz parte dessa minha lista.

Melhor realizador: Nesta categoria, a mais acarinhada por mim, destaco o trabalho de Alfonso Cuarón, com Gravity. Com esta minha escolha, fico indecisa, pensando em David O. Russel, no seu filme American Hustle e no possível exagero ou pobreza que poderia ter ocorrido. Para além disso, penso também em The wolf of wall street, não me conseguindo pronunciar muito, pois este filme é adaptado de um livro, que nunca li, não sabendo, por isso, se lhe foi fiel ou não. Apesar disto, qualquer pessoa consegue notar a qualidade do filme.
Voltando ao início, considero Gravity como sendo um filme arriscado, que poderia ter corrido muito, muito mal, ou muito, muito bem. Por todos os esforços que o realizador fez, bem como pelo excelente resultado que com eles obteve, espero que a academia atribua o óscar a Cuarón, símbolo de persistência e de sonhos.

Melhor ator: Aqui, o meu palpite diverge, relativamente à minha preferência. Esta última é Leonardo DiCaprio, não só pelo desempenho neste filme, bem como por todos os que ele teve ao longo da sua carreira, começando por What's Eating Gilbert Grape, em que desempenhou o papel de um adolescente autista, passando por Titanic (está claro), The Man in the Iron Mask, Catch Me If You Can, Shutter Island, Inception, e acabando em Django Unchained e the wolf of wall street. O provável vencedor será Mathew McConaughey

Melhor atriz: Cate Blanchett, é só o que eu tenho a dizer.
Já agora, para Lupita Nyong'o o prémio de melhor atriz secundária e para Jared Leto o de melhor ator secundário (apesar de estar bastante indecisa entre ele e o Michael Fassbender).



A amostra dos meus palpites acaba com a referência a Her, um dos meus filmes preferidos deste ano, sobre o qual escreverei brevemente aqui no blog, por ser um filme com um argumento completamente original, que tinha tudo para dar errado e, mesmo assim, deu certo, demasiado certo ao ponto de agregar inúmeros géneros cinematográficos e conseguir fazer com que cresçam no espetador várias emoções que se condensam num sentimento ambíguo: uma felicidade extrema por alguém ter feito um filme daqueles, mas, por outro lado, uma tristeza proveniente do drama que afeta cada uma das personagens e a sua própria vida, que quase parece ser capaz de atingir a nossa, no futuro.