quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Crítica ao filme Gravity

    Além de uma grande representação de Sandra Bullock, neste filme podemos encontrar também suspense, mistério e drama do início ao fim. Não há um único momento previsível, um único segundo em que a imagem não seja absolutamente fascinante e que os efeitos especiais sejam "rasca", muito pelo contrário, fazem-nos esquecer de que a situação problema do filme nunca foi vivida até hoje. Ao contrário do que muitas pessoas dizem, os críticos apontam este filme como sendo um dos grandes candidatos aos óscares (e não só nas categorias técnicas).
   Para além disso, gostando ou não de ficção científica, é inegável o facto de que marcou este género cinematográfico, bem como o cinema em si.
   Para quem já viu o filme e não gostou, aconselho a procurar sites ou vídeos em que se mostre todas as adversidades pelas quais o realizador passou para conseguir fazer este filme (mostrou a outros conceituados realizadores e todos adoraram a ideia mas não acreditaram que ele a fosse capaz de pôr em prática, por falta de meios monetários e técnicos).


  Até dou uma ajudinha, deixando-vos aqui um dos tais vídeos :)



quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Optimus Alive '13!



(Dalila)
Este post já está feito há imenso tempo, porém a Inês ainda não conseguiu arranjar as palavras para descrever o concerto dos KOL. Ficou, de facto, speechless. Ainda assim, iremos publicar esta notícia e aguardar pela inspiração divina da Inês!
Fazemos um balanço do Optimus Alive '13 e ansiamos pelo de '14!


O Optimus Alive, no dia 14 de julho tinha, efetivamente, um bom cartaz, mas um horário péssimo na conjugação das bandas. Conciliar os tempos e contra-tempos com bandas de outros palcos (Of Monsters and Men, Twin Shadow, Alt-J e Band of Horses) foi-nos impossível, acabando por ficar no palco principal e contar com a presença dos Linda Martini, Jake Bugg, Tame Impala, Phoenix e Kings of Leon.

O primeiro concerto foi dos Linda Martini. Soube bem ouvir algumas músicas antigas que me levaram a 2007, tais como "Amor Combate" e "Dá-me a tua melhor faca", do álbum Olhos de Mongol. Foi possível também contar com alguns êxitos do álbum Casa Ocupada, bem como o seu recente single "Ratos", do álbum Turbo Lento, sendo que a sua apresentação será dinamizada no Hard Club, Porto, a 5 de Outubro e no Meo Arena, Sala Tejo - Lisboa no dia 12 de Outubro. 

De seguida, veio o Jake Bugg, artista este recente no mundo da música e de idade, com o estilo country na sua instrumentalização e voz. Foi a sua primeira actuação em solo lusitano e sentiu-se um grande carinho por parte do público português, algo que já não é novidade e que deixou este jovem um pouco acanhado.   Surgiu um episódio de euforia por parte do povo português aquando da libertação de meloas, bem visíveis e até projectadas nos big screens, tudo para a banda. Tocaram êxitos como "Two Fingers", "Lightning Bolt", "Trouble Town", "Seen it All" e "Broken" - acústico. O público português contará, com certeza, com a sua presença brevemente.

Seguiram-se os Tame Impala, umas das bandas mais aguardadas no palco principal. Eu e a Inês tivemos alguns problemas em aproveitar este concerto, mas acabou por valer a pena. Muita ganza à mistura, alguma boa parte do público português ia sentido o flow e todo aquele momento de boas vibes e sound/visual psicadélico. Tocaram, como seria de esperar, "Feels like We Only go Backwards" e "Elephant".

Em penúltimo lugar, os Phoenix subiram ao palco. Já os conhecia há algum tempo e ver um concerto destes meninos franceses ao vivo é qualquer coisa de outro mundo, superaram, e bem, toda e qualquer fasquia. Para mim foi, sem dúvida, a banda que mais interagiu com o público e foi possível criar esse laço festivaleiro. O público português esteve ao rubro. Entraram em grande com o novo single do mais recente álbum Bankrupt!, o "Entertainment" e tocaram algumas músicas antigas, tais como "Lasso" & "Lizstomania", do álbum Wolfgang Amadeus Phoenix. Proporcionaram um momento inesquecível.

(Inês)Por fim, a cabeça de cartaz, os grandes KOL
Após 9 longos anos, os Kol finalmente voltam a pôr os pés em terras lusas. Depois do seu último concerto em Portugal, em 2004, no Rock in Rio, vieram ao Optimus Alive em vésperas do lançamento do seu novo álbum.


Porque é que os mais velhos param para falar?

Porque é que os mais velhos param para falar?

Deparamo-nos com estas conversas “estáticas” todos os dias. Por vezes, até há alguém que se chateia e diz– “Estou aqui cheio de pressa e esta gente pára assim, à toa, não têm mais nada para fazer, com certeza!”.

O que eles não sabem é que não vale a pena andar sob stress o dia inteiro.
Enquanto caminham para o trabalho, são como TGVs.
Nem aproveitam os poucos minutos que têm para apreciar o percurso que fazem.
O passeio por onde andam.
Não reparam no primeiro cheiro.
Na primeira cor.
A brisa suave de uma manhã que se esconde.
No amanhecer que vai saindo aos poucos e poucos, tímido, revelando as cores mais cândidas ao início do dia.

A caminho do trabalho, passam por tantas pessoas que lhes é completamente indiferente reparar em certos pormenores.
Qual era a cor do casaco do primeiro sujeito que viu hoje de manhã?
De que marca eram os ténis do sujeito?
Tinha óculos?
E a cor dos atacadores?
Notou alguma peculiaridade nele?
E quanto a todos os outros que passou?

O que eles não sabem é que uma pessoa, quando tem muito e pouco tempo nas mãos, dá valor ao tempo que tem.
Param, para dar toda a atenção à sua conversa.
O momento é ali,
Só ali.
Conversam, olhos nos olhos.
Frente a frente, criam aquele instante.

O que eles não sabem é que a vida é curta demais para correr.
Falta-lhes sentir o vento.
Saber que o vento é apenas e somente vento.
A chuva é somente e apenas chuva.
O sol é apenas o sol.
Uma árvore é somente uma árvore.

Então… Porque é que tu não páras para conversar?