sábado, 18 de maio de 2013

Zombies e amores proibidos


[Opinião:]

Zombies e amores proibidos, dois temas que,atualmente, parecem fazer parte de cada vez mais filmes, tendo se tornado quase duas espécies de clichês cinematográficos. Para isso, na minha opinião, muito contribuíram filmes e livros que, de tanto abordarem o mesmo tema, repetitivamente, e produtoras que, ao procurarem estas ideias, que têm andado a vender, para os seus projetos, sem se preocuparem com a qualidade cinematográfica dos mesmos, acabaram por fazer com que o público tivesse uma, quase, overdose de seres sobrenaturais com sentimentos romantizados ao estilo de Romeu e Julieta.

Foi por isso que, já com a ideia codificada na cabeça de que todos os filmes ou séries que tentam abordar este assunto atualmente (não contando com os que o começaram a fazer há alguns anos, antes de toda esta febre) não passam de projetos em que a qualidade  falta, me apercebi de que tinha criado um valente preconceito na minha cabeça.

Este click deu-se com o filme que vi há uns dias e que esteve no cinema há alguns meses, Warm Bodies.
A única razão pela qual eu sentia alguma curiosidade em vê-lo tem a ver com o facto de  já conhecer o realizador, e outros filmes que ele fez, sabendo que aborda sempre os temas de um ponto de vista descontraído, pegando em ideias que, por vezes, estão relacionadas com situações dramáticas, e transformando-as em comédias, mas sempre a par de outros géneros cinematográficos, nunca ridicularizando o filme. Talvez seja por isso que conseguiu fazer do 50/50  um filme bem sucedido (e não me refiro às "box office", receitas, mas sim à qualidade enunciada pela maioria dos críticos), o que poderia não acontecer, dado o assunto delicado que se aborda.

Por não querer "spoilar", não vou comentar o argumento do filme, mas apenas escrever sobre  algumas coisas que com as quais quero acabar este post. Warm Bodies surpreendeu-me bastante pela positiva, devido ao seu carácter "leve" (por, tal como já disse anteriormente, abordar assuntos dramáticos, neste caso pós-apocalípticos, de uma forma única e que nos leva às gargalhadas, e não por ser um filme desprovido de intensidade ou qualidade) e divertido, juntamente com o estilo romanceado que está presente do início ao fim, sem fazer com que digamos- é mais um daqueles filmes teen...



domingo, 12 de maio de 2013

Sigur Rós, "celestialidade"



Já passou algum tempo desde que os Sigur Rós atuaram no Campo Pequeno, em Lisboa. Passaram quase três meses. No entanto, ainda tenho bem gravado na minha memória o concerto. 



"No passado dia 14 de Fevereiro, assisti ao concerto dos Sigur Rós, em Lisboa, no Campo Pequeno.

Esta banda é, de certo, uma das que mais consegue fluir emoções pessoais das mais varias formas, no que me diz respeito.
É engraçado como uma linguagem que nos é completamente desconhecida e toda a unificação dos instrumentos permite, no entanto, transmitir em nós algo que é tão cheio e enriquecedor à alma!"


Concordo com todas estas palavras, ditas pela outra coordenadora do blog, e acrescento ainda algumas.


Nota:
Para quem ainda não conhece, os Sigur Rós são uma banda islandesa formada em 1994, cujo som característico é composto por um conjunto de géneros musicais, que, juntos, transformam a música criada por eles numa melodia que, apesar de não percebermos a letra, parece revelar e transmitir um conjunto de mensagens. 

Uma das características principais das suas músicas é o facto de, muitas delas, serem cantadas a partir de uma língua, Hopelandic, criada pela própria banda, que nos faz, assim, interpretar a letra à nossa maneira, ao não sabermos o que estão a dizer.


Na minha opinião, mesmo que todas as músicas fossem cantadas em Islandês e pudessem ser alvo de tradução, continuaria a achar o seu som simplesmente magnífico e brilhante. O concerto a que assisti, apesar de antes já os conhecer e ter uma ideia da grandiosidade que eles revelavam, fez com que passasse a olhá-los e a ouvi-los de uma outra maneira, quase celestial. Porque é essa a minha definição daquilo que o concerto se revelou, sendo o que guardarei para sempre na minha memória, por mais concertos a que assista...







sábado, 11 de maio de 2013

FC PORTO vs. SL BENFICA



Boa tarde, leitores!


Este jogo não podia mesmo passar ao lado do nosso blogue: Clássico FC Porto vs. SL Benfica a realizar-se no Estádio do Dragão, às 20.30 do dia de hoje (11 de maio).

Será que o Benfica conseguirá alcançar o título de Campeão Nacional neste jogo?

Eu e a Inês somos do SLB, mas o que interessa, acima de tudo, é que seja um jogo limpo: sem pastilhas no relvado nem apitos às cores:
[Go, go, Fairplay!]



E, “Proencinha”, não tinhas nada que estar a arbitrar este jogo! É verdade quando dizem que há uma linha muito fina que separa os loucos dos génios:




“Proencinha, já te tenho dito

Que não é bonito,

Andares a roubaaar!”

(por Paulo Parreira / Adepto Possuído)

Para aproveitar a maré, deixamos, para os benfiquistas, uma mensagem de força do Paulo Parreira (Adepto Possuído)

"GANHARRRRRRRR(...)RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR NAO HA OUTRA PALAVRAAAAAAAAAAAAAAAAAAA ,JOGADORES JESUS É ENTRAR JOGAR E GANHAR TOMEM BANHO RAPIDO PORQUE TEMOS DE FAZER A FESTA PRECISAMOS DE VOCES NO MARQUES OK.COMO VAMOS GANHAR O PROENCA TAMBEM PODE VIR O HOMEM TAMBEM É SOCIO E SE PAGA COTAS TEM DIREITO A FESTEJAR LOL NAO PODE E ESTAR AO PE DE MIM POIS AINDA NAO ME ESQUECI DA GAMANCADA DO ANO PASSADO.BENFIQUISTAS DURMAM BEM POIS AMANHA VAMOS FESTEJAR OUTRA COISA JOGAMOS CONTRA QUEM?NAO SABEMOS SABEMOS É QUE VAMOS GANHAR LEMBREM-SE SEMPRE DISTO GANHARRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR"

Benfiiiiiica! 

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Good afternoon, readers!

It would be impossible for us not to talk about this game: Classic FC Porto vs. SL Benfica held at Dragon's Stadium, 20.30, today (May 11).

Will Benfica achieve the title of National Champion in this game?

Inês and I are supporting SLB, but what matters the most: no gums on the lawn or cases from colored whistles:
[Go, go, Fairplay!]

And "Proencinha," you should not be refereeing this game! It's true when they say that there is a very thin line that separates the insane from genies:

(See movie above!)

"Proencinha, as I have spoken

It is not pretty,

For you to be stealing!"

(Paul Parreira / Possessed Adept)

To follow the river, for Benfica, a message of strength from Paulo Parreira (Possessed Adept)
"WIIIIIIIIIIIIIIIINNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNN, THERE IS NO OTHER WORD! JESUUS AND PLAYES COME PLAY AND TAKE BATH FAST BECAUSE WE NEED TO MAKE THE CELEBRATION ON  MARQUES WITH YOU, OK. AND SINCE WE ARE GOING TO WIN, PROENÇA CAN COME AS WELL, THE MAN IS ALSO A PARTNER AND IF PAID SHARES HE HAS THE RIGHT TO CELEBRATE LOL AND HE CAN'T BE CLOSE TO ME BECAUSE I'VE NOT FORGOTTEN HOW MUCH HE STOLE LAST YEAR FROM THE TEAM. BENFIQUISTAS SLEEP WELL BECAUSE TOMORROW(TODAY) WE CELEBRATE ANOTHER THING: WE PLAY AGAINST WHOM? WE DON'T KNOW, ALL WE KNOW IS WIN REMEMBER ALWAYS THIS WIIIIIIIIIIINNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNN "

Benfiiiiiica!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Zen ☯



Boa tarde!


Não pretendo aqui discutir qual a religião mais indicada, nada disso.

Considero que o Zen tem linhas de pensamento que deviam ser refletidas por todos, independentemente da religião que segues, ou não.


Antes de opinar, para enquadrar o assunto, vou colocar um pequeno excerto de um livro que eu li, intitulado “101 Histórias de Zen”, de Nyogen Senzaki e Paul Reps:


Zen, o nome que o Budismo veio a tomar no Japão, ao ser ali introduzido no século XII, é uma forma de viver e encarar a vida que em nada se assemelha ao pensamento ocidental.

É um caminho de libertação, através do qual se pretende apreender a realidade tal qual é, liberta da rede conceptual com que julgamos «agarrá-la» e que constitui afinal o biombo que estabelece uma deformadora distância entre nós e essa realidade.


(Aconselho vivamente a leitura deste livro, lê-se super bem!
No livro, são contadas 101 histórias Zen, vividas ao longo de 500 anos, por leigos, monges, mestres e discípulos, cada uma com uma interpretação!)


Esta talvez seja uma das correntes de que eu tenho mais “simpatia”, embora não me veja a isolar do mundo, nem a alcançar a minha satori (designada por iluminação).


Ninguém é perfeito e a nossa personalidade, bem como a cultura, influencia o modo como perspectivamos certos acontecimentos da nossa vida. Uns sentem mais do que outros, outros sofrem mais do que outros, uns são isto, outros são aquilo… 


A verdade é que todos devíamos ter a capacidade de auto refletir sobre vários aspetos. Na minha opinião, sendo este fundamental: encarar as pessoas e a vida tal como elas são.


  • Não vale a pena pensares que sabes tudo. Lê, pesquisa. Fala o que tens para dizer e ouve o outro;

  • Não julgues tanto. Deixa os preconceitos e o estereótipo de lado. É a capa do livro que interessa, ou o conteúdo? E mesmo que não gostes do conteúdo, deixa passar ao teu lado. É preferível ser indiferente do que criticar com picuinhices, só porque se pensa de maneira distinta!

  • A vida, a que nós conhecemos, não é eterna. Para tal, não é necessário ficares chateado(a) porque o Zé ficou-te com a caneta ou porque a Ana apareceu às 17h no local, quando a hora marcada era às 15h. Ou seja, não faças uma tempestade num copo de água com coisas insignificantes: estás "aqui" por algum tempo, tens tanto para viver e vais apegar-te a situações que não valem a pena. Segue em frente!
 Estas são algumas linhas que eu tento seguir! Considero que pensar nisto já é meio caminho andado.


Vou partilhar contigo um vídeo que, na minha opinião, se adequa a este tema.

 
  
(Vídeo: Mensagem do Walt Disney)
Gostaste do vídeo? Queres dar algum contributo? Estás à vontade!

(Não percas o próximo episódio, porque nós, também não!) 

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 Heya!


I don’t intend to discuss what religion is better, none of that.

I think that Zen has lines of thought that should be reflected by all, regardless of what religion you follow, or not.



Before I say something, to frame the subject, I will put a small excerpt from a book I read entitled "101 Zen Stories" by Paul Reps and Nyogen Senzaki:



   Zen, the name that came to take Buddhism in Japan, to be introduced here in the twelfth century, is a way of living and looking at life that in no way resembles the Western thought.
   It is a path of liberation, through which it intends to apprehend reality as it is, free from conceptual network that judge "grab it" and that is the screen after establishing a deforming distance between us and this reality.



(I strongly advise reading this book!


In the book, 101 Zen stories are told, lived over 500 years, by laypeople, monks, teachers and students, each with an interpretation!)




This is perhaps one of the chains that I have more "sympathy" with, even though I don’t see myself isolate from the world, or able to achieve my satori (enlightenment called).



Nobody is perfect and our personalities, as well as the culture, influences how we see certain events of our lives. Some feel more than others, others suffer more than others, some people are this, some people are that ...



The truth is that everyone should have the ability to self reflect on various aspects. In my opinion, this is fundamental: to stare at people and life as they are.

 
  • Don’t you think you know everything. Read, do some research. Speak what you have to say and hear each other;
  • Do not judge people. Let prejudices and stereotypes aside. It's the cover of the book that matters, or content? And even if you do not like the content, let it pass by. It is better that you get indifferent to that than to criticize with foolishness, just because they think differently!
  •   Life, as we know it, is not eternal. To this end, it is not necessary to become upset because John  stole your pen or because Jane Doe appeared around 17 o’clock on the meeting point, when the appointed time was 15h. Resuming, do not make a “storm in a glass of water” with insignificant things: you are "here" for some time, you have so to live for and, apparently, you only to situations that are unworthy. Move on!


 These are some lines that I try to follow! I believe that thinking about it is already halfway through.




I will share with you a video that, in my opinion, fits this theme.
 

(See above!)

(Youtube movie: Mensagem do Walt Disney)

Did you enjoy the movie? Do you want to leave any comment? We would apreciate it!

See you next time!

quarta-feira, 8 de maio de 2013

2ª Guerra Mundial

Quem  nunca viu algum filme ou documentário, ou não leu um livro sobre esta temática?
Relativamente a mim, posso dizer que abordei este assunto na escola, até ao nono ano, mas sempre de um ponto de vista histórico, tal como, provavelmente, a maioria das pessoas. Mas, e admito-o, apesar de considerar que é um tema importantíssimo e marcante, nunca pensei, nem tampouco refleti, sobre ele a partir das perspetivas dos vários  países pertencentes a cada um dos grupos, ou política, social e culturalmente.

Tudo muda a partir do momento em que sou "convidada" a ler um livro sobre espiões na cidade de Lisboa, durante a 2ª grande guerra. Decidi ver o filme Casablanca, pois andava na lista, imaginária e feita por mim, dos que pretendo ver num futuro próximo, achava que era uma obra-prima, mesmo sem ainda o ter visto, e acertei! Sob o pretexto de precisar de pesquisar informações para a realização do trabalho sobre o livro, começo a ver outros relativos ao mesmo assunto, e, quando dou por mim, e faço as contas, já lá vão 5, incluindo alguns que vejo uma segunda vez, tendo-os visionado há já algum tempo...

E é aí que percebo que, por mais coisas que veja, por mais que leia, saberei sempre nada sobre esta época. Pois, apesar de poder dizer que já não sou tão inculta relativamente a este assunto, há um conjunto de dimensões sobre as quais esta guerra tem de ser vista, e que só quem viveu nessa época o é capaz de fazer. Na minha opinião, nunca vamos conseguir imaginar as atrocidades que se cometeram, a vários níveis, nem pensar em cada pessoa que perdeu a vida, alguém, ou que, de algum modo, sofreu direta ou indiretamente com tudo isto.


      Os tais (pela minha ordem de adoração):
  • Empire of the Sun, de Steven Spielberg
  • Schindler's list, de Steven Spielberg
  • Life is beautiful, de Roberto Benigni e Rod Dean
  • Casablanca, de Michael Curtiz
  • Casualties of war, de Brian De Palma
E ainda...
-Pearl Harbor, de Michael Bay
-Anne Frank: Te Whole Story


Já viste algum destes filmes? Qual é a tua opinião?

 

__________

 

Who haven't seen a movie or a documentary, or didn't read anything about this topic? (World Second War).
As far as I'm concerned, I can say I've debated about this in school, until 9th grade, but always from a historic perspective, just like, probably, the rest of the people. But, and I admit it, although I consider this very important, I've never thought about it from other perspectives, considering the countries which took a part of each groups, politically, socially or culturally.

Everything changes when I'm "invited" to read about spies in Lisbon, Portugal, during the World Second War. I decided to watch the movie "Casablanca", since it was on my list, imaginary and made by me, for those movies I intend to watch in close future. I thought it was a masterpiece, before ever watching it, and looks like my guess was right! I had the need to do some research about this book and this topic, so, whenever I get back together, I realize I already watched 5 movies, including the ones I've watched for a second time, since I didn't watch these for a while.

And that's where I realize that, for many things I may watch, for many things I may read, I will never know anything about that season.
Because, although I can say that I'm not so "not-knowledge" about this situation, there is a complexity of dimensions that has to be considered to see and analyze this war, and just the people who lived this experience is capable of doing that.

In my opinion, we will never truly imagine the atrocities that were committed at many levels, or think in every single person that lost his/her life, someone, or that, in some way, suffered directly, or not, with all of this.

The movies I've talked about (by my order of adoration):


-Empire of the Sun, from Steven Spielberg
-Schindler's list, from Steven Spielberg
-Life is beautiful, from Roberto Benigni e Rod Dean
-Casablanca, from Michael Curtiz
-Casualties of war, from Brian De Palma


And last, but not least...
-Pearl Harbor, from Michael Bay
 
-Anne Frank: Te Whole Story

Have you seen one of these movies? What is your opinion?