domingo, 30 de novembro de 2014

Interstellar

Já lá vão muitos meses desde que o último post foi publicado...

No entanto, a época oscareniana aproxima-se e, com ela, os bons filmes aparecem de rajada. Assim, não podia deixar de partilhar tudo o que tenho visto/ouvido/lido sobre um filme pioneiro...
O Interstellar.
 Não sei o que me entusiasma mais: saber que o sci-fi de qualidade, no cinema, regressou e veio para ficar ou ter a noção de que finalmente um filme abordou a maioria dos temas de astronomia nos quais penso há algum tempo e aos quais a maioria das pessoas fechava os olhos... até agora.

Buracos negros, buracos de verme, relação tempo-espaço, 4D, 5D, gravidade, infinito, viagens interstelares, problemas ambientais. Tudo isto (e ainda mais) juntamente com o retrato de uma família e da população que é obrigada a confrontar-se com o colapso ambiental criado pelas gerações anteriores. 

Resumindo: a nível de temas abordados, na minha opinião, o argumento não poderia ser mais completo. Atrás destes, estiveram sempre presentes as emoções e sentimentos das várias personagens, o que acabou por fazer com que fosse possível qualquer pessoa identificar-se com as mesmas e, assim, teletransportar-se para o futuro, mais especificamente, para a data na qual se passa a história. 

Para quem gostou da banda sonora de Hans zimmer:



Para quem duvida da ciência por trás do filme, deixo aqui um vídeo em que Kip Thorne fala sobre as teorias abordadas em Interstellar:



segunda-feira, 3 de março de 2014

And the oscar goes to... ( palpites da Inês )

E porque hoje é noite de óscares,  todas as pessoas que se interessam minimamente por esta cerimónia dão os seus palpites. Assim, tendo em conta que vi quase todos os filmes indicados (faltam-me apenas 3), não podia deixar de partilhar algumas das minhas preferências, bem como opiniões, relativas aos nomeados, em algumas das categorias principais.

Melhor filme: O meu palpite, nesta categoria, está bastante dividido. Isto porque considero este (2013) como sendo um dos anos em que mais  filmes e atuações de excelência competiram em conjunto (tendo em conta apenas um passado recente). Com bastante dificuldade em decidir, fico-me pelo 12 anos escravo, que, não sendo o meu filme preferido, é um dos que faz parte dessa minha lista.

Melhor realizador: Nesta categoria, a mais acarinhada por mim, destaco o trabalho de Alfonso Cuarón, com Gravity. Com esta minha escolha, fico indecisa, pensando em David O. Russel, no seu filme American Hustle e no possível exagero ou pobreza que poderia ter ocorrido. Para além disso, penso também em The wolf of wall street, não me conseguindo pronunciar muito, pois este filme é adaptado de um livro, que nunca li, não sabendo, por isso, se lhe foi fiel ou não. Apesar disto, qualquer pessoa consegue notar a qualidade do filme.
Voltando ao início, considero Gravity como sendo um filme arriscado, que poderia ter corrido muito, muito mal, ou muito, muito bem. Por todos os esforços que o realizador fez, bem como pelo excelente resultado que com eles obteve, espero que a academia atribua o óscar a Cuarón, símbolo de persistência e de sonhos.

Melhor ator: Aqui, o meu palpite diverge, relativamente à minha preferência. Esta última é Leonardo DiCaprio, não só pelo desempenho neste filme, bem como por todos os que ele teve ao longo da sua carreira, começando por What's Eating Gilbert Grape, em que desempenhou o papel de um adolescente autista, passando por Titanic (está claro), The Man in the Iron Mask, Catch Me If You Can, Shutter Island, Inception, e acabando em Django Unchained e the wolf of wall street. O provável vencedor será Mathew McConaughey

Melhor atriz: Cate Blanchett, é só o que eu tenho a dizer.
Já agora, para Lupita Nyong'o o prémio de melhor atriz secundária e para Jared Leto o de melhor ator secundário (apesar de estar bastante indecisa entre ele e o Michael Fassbender).



A amostra dos meus palpites acaba com a referência a Her, um dos meus filmes preferidos deste ano, sobre o qual escreverei brevemente aqui no blog, por ser um filme com um argumento completamente original, que tinha tudo para dar errado e, mesmo assim, deu certo, demasiado certo ao ponto de agregar inúmeros géneros cinematográficos e conseguir fazer com que cresçam no espetador várias emoções que se condensam num sentimento ambíguo: uma felicidade extrema por alguém ter feito um filme daqueles, mas, por outro lado, uma tristeza proveniente do drama que afeta cada uma das personagens e a sua própria vida, que quase parece ser capaz de atingir a nossa, no futuro.






quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Crítica ao filme Gravity

    Além de uma grande representação de Sandra Bullock, neste filme podemos encontrar também suspense, mistério e drama do início ao fim. Não há um único momento previsível, um único segundo em que a imagem não seja absolutamente fascinante e que os efeitos especiais sejam "rasca", muito pelo contrário, fazem-nos esquecer de que a situação problema do filme nunca foi vivida até hoje. Ao contrário do que muitas pessoas dizem, os críticos apontam este filme como sendo um dos grandes candidatos aos óscares (e não só nas categorias técnicas).
   Para além disso, gostando ou não de ficção científica, é inegável o facto de que marcou este género cinematográfico, bem como o cinema em si.
   Para quem já viu o filme e não gostou, aconselho a procurar sites ou vídeos em que se mostre todas as adversidades pelas quais o realizador passou para conseguir fazer este filme (mostrou a outros conceituados realizadores e todos adoraram a ideia mas não acreditaram que ele a fosse capaz de pôr em prática, por falta de meios monetários e técnicos).


  Até dou uma ajudinha, deixando-vos aqui um dos tais vídeos :)



quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Optimus Alive '13!



(Dalila)
Este post já está feito há imenso tempo, porém a Inês ainda não conseguiu arranjar as palavras para descrever o concerto dos KOL. Ficou, de facto, speechless. Ainda assim, iremos publicar esta notícia e aguardar pela inspiração divina da Inês!
Fazemos um balanço do Optimus Alive '13 e ansiamos pelo de '14!


O Optimus Alive, no dia 14 de julho tinha, efetivamente, um bom cartaz, mas um horário péssimo na conjugação das bandas. Conciliar os tempos e contra-tempos com bandas de outros palcos (Of Monsters and Men, Twin Shadow, Alt-J e Band of Horses) foi-nos impossível, acabando por ficar no palco principal e contar com a presença dos Linda Martini, Jake Bugg, Tame Impala, Phoenix e Kings of Leon.

O primeiro concerto foi dos Linda Martini. Soube bem ouvir algumas músicas antigas que me levaram a 2007, tais como "Amor Combate" e "Dá-me a tua melhor faca", do álbum Olhos de Mongol. Foi possível também contar com alguns êxitos do álbum Casa Ocupada, bem como o seu recente single "Ratos", do álbum Turbo Lento, sendo que a sua apresentação será dinamizada no Hard Club, Porto, a 5 de Outubro e no Meo Arena, Sala Tejo - Lisboa no dia 12 de Outubro. 

De seguida, veio o Jake Bugg, artista este recente no mundo da música e de idade, com o estilo country na sua instrumentalização e voz. Foi a sua primeira actuação em solo lusitano e sentiu-se um grande carinho por parte do público português, algo que já não é novidade e que deixou este jovem um pouco acanhado.   Surgiu um episódio de euforia por parte do povo português aquando da libertação de meloas, bem visíveis e até projectadas nos big screens, tudo para a banda. Tocaram êxitos como "Two Fingers", "Lightning Bolt", "Trouble Town", "Seen it All" e "Broken" - acústico. O público português contará, com certeza, com a sua presença brevemente.

Seguiram-se os Tame Impala, umas das bandas mais aguardadas no palco principal. Eu e a Inês tivemos alguns problemas em aproveitar este concerto, mas acabou por valer a pena. Muita ganza à mistura, alguma boa parte do público português ia sentido o flow e todo aquele momento de boas vibes e sound/visual psicadélico. Tocaram, como seria de esperar, "Feels like We Only go Backwards" e "Elephant".

Em penúltimo lugar, os Phoenix subiram ao palco. Já os conhecia há algum tempo e ver um concerto destes meninos franceses ao vivo é qualquer coisa de outro mundo, superaram, e bem, toda e qualquer fasquia. Para mim foi, sem dúvida, a banda que mais interagiu com o público e foi possível criar esse laço festivaleiro. O público português esteve ao rubro. Entraram em grande com o novo single do mais recente álbum Bankrupt!, o "Entertainment" e tocaram algumas músicas antigas, tais como "Lasso" & "Lizstomania", do álbum Wolfgang Amadeus Phoenix. Proporcionaram um momento inesquecível.

(Inês)Por fim, a cabeça de cartaz, os grandes KOL
Após 9 longos anos, os Kol finalmente voltam a pôr os pés em terras lusas. Depois do seu último concerto em Portugal, em 2004, no Rock in Rio, vieram ao Optimus Alive em vésperas do lançamento do seu novo álbum.


Porque é que os mais velhos param para falar?

Porque é que os mais velhos param para falar?

Deparamo-nos com estas conversas “estáticas” todos os dias. Por vezes, até há alguém que se chateia e diz– “Estou aqui cheio de pressa e esta gente pára assim, à toa, não têm mais nada para fazer, com certeza!”.

O que eles não sabem é que não vale a pena andar sob stress o dia inteiro.
Enquanto caminham para o trabalho, são como TGVs.
Nem aproveitam os poucos minutos que têm para apreciar o percurso que fazem.
O passeio por onde andam.
Não reparam no primeiro cheiro.
Na primeira cor.
A brisa suave de uma manhã que se esconde.
No amanhecer que vai saindo aos poucos e poucos, tímido, revelando as cores mais cândidas ao início do dia.

A caminho do trabalho, passam por tantas pessoas que lhes é completamente indiferente reparar em certos pormenores.
Qual era a cor do casaco do primeiro sujeito que viu hoje de manhã?
De que marca eram os ténis do sujeito?
Tinha óculos?
E a cor dos atacadores?
Notou alguma peculiaridade nele?
E quanto a todos os outros que passou?

O que eles não sabem é que uma pessoa, quando tem muito e pouco tempo nas mãos, dá valor ao tempo que tem.
Param, para dar toda a atenção à sua conversa.
O momento é ali,
Só ali.
Conversam, olhos nos olhos.
Frente a frente, criam aquele instante.

O que eles não sabem é que a vida é curta demais para correr.
Falta-lhes sentir o vento.
Saber que o vento é apenas e somente vento.
A chuva é somente e apenas chuva.
O sol é apenas o sol.
Uma árvore é somente uma árvore.

Então… Porque é que tu não páras para conversar?